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  • Criam um “nariz eletrônico” que detecta tuberculose e câncer de pulmão na respiração

     

    nariz eletrônico
    A tuberculose afeta a terça parte da população do mundo (foto reprodução/EFE)
    • O dispositivo detecta moléculas específicas da tuberculose na respiração.
    • Modificando o sensor o “nariz eletrônico” pode detectar outras doenças pulmonares, como câncer de pulmão.
    • Ao detectar mais cedo a tuberculose poderia salvar cerca de 400.000 vidas por ano.
    • Grand Challenges Canadá e a Fundação Gates doou um milhão de dólares para começar a produção em massa em 2013.

     

    Detectar a tuberculose e até mesmo câncer de pulmão só com a respiração parece ficção científica, mas é uma realidade para os pesquisadores indianos. Eles estão desenvolvendo um dispositivo semelhante ao bafômetros apelidado de “nariz eletrônico” capaz de detectar tuberculose e câncer de pulmão na respiração.

    A tuberculose foi praticamente erradicada nos países desenvolvidos, mas está presente na África subsaariana, partes da Ásia e América Latina. O “nariz eletrônico” multiplicaria a detecção precoce da doença e aceleraria seu diagnóstico e o início do tratamento que poderia salvar cerca de 400.000 vidas por ano.

    Moléculas no ar

    O dispositivo desenvolvido pelo Dr. Ranjan Nanda e sua equipe é baseado na existência de um grupo particular de moléculas na respiração de pessoas infectadas com tuberculose, uma doença causada por vários tipos de microbactérias, que é transmitida por via aérea e através da saliva.

    “A respiração de uma pessoa infectada com tuberculose tem uma série de moléculas. Quando uma pessoa exala no dispositivo, as moléculas, os biomarcadores específicos para a tuberculose, interagem com o sensor e criam um sinal eletrônico”, diz Nanda.

    A equipe indiana do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia, New Delhi , liderado pelo Dr. Nanda e Chauhan Virander, foram os primeiros a identificar essas moléculas na respiração de quem tem tuberculose pulmonar, o que permite o desenvolvimento do “nariz eletrônico”.

    Produção em massa a partir de 2013

    “O ‘nariz eletrônico’ proporcionará um método não Invasivo e fácil de usar sem a necessidade de várias visitas às clínicas. E vai ser um método barato para os pacientes em países onde a tuberculose é endêmica”, disse Nanda. Com uma pequena modificação pode também ser usado para detectar outras doenças pulmonares, como câncer de pulmão.

    O dispositivo pode estar pronto para produção em massa em outubro de 2013, mas será necessário muito dinheiro. Uma parte da verba de $ 950.000 vem do Grand Challenges Canadá (GCC) e a Fundação Bill e Melissa Gates para desenvolver um protótipo que pode ser produzido em massa mais tarde.

    A ideia da equipe Nanda não é nova. Há alguns meses atrás, a Siemmens multinacional alemã anunciou que desenvolveu um dispositivo similar que serve para detectar moléculas de óxido nítrico no ar biomarcadores alertar sobre um iminente ataque de asma, conforme publicado no 20minutos.

  • Clamídia atinge 9,8% das jovens entre 15 e 24 anos, diz pesquisa

    Clamídia. Foto: commons.wikimedia.org
    Clamídia. Foto: commons.wikimedia.org

    Um estudo nacional revelou que 9,8% das jovens entre 15 e 24 anos atendidas em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) foram diagnosticadas com infecção por clamídia e 4% delas também tiveram resultado positivo para gonorréia. O estudo foi feito pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e abrangeu 2.071 jovens, das cinco regiões do país.

    A clamídia é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que pode infectar homens e mulheres. Pode também ser transmitida da mãe para o bebê na passagem pelo canal do parto. Atinge a uretra e órgãos genitais, podendo chegar na região anal, na faringe e causar doenças pulmonares. Pode ainda causar infertilidade masculina e feminina, além de aumentar de três a seis vezes o risco da infecção pelo HIV.

    De acordo com o coordenador do estudo no CRT/DST-Aids, Valdir Monteiro Pinto, a infecção pode não apresentar sintomas em até 80% das mulheres e em 50% dos homens. Os Quando existem sintomas, os mais comuns são dor ou ardor ao urinar, aumento do número de micções, presença de secreção fluida em homens e mulheres e somente nas mulheres perda de sangue nos intervalos do período menstrual, dor durante as relações sexuais, dor no baixo ventre e doença inflamatória pélvica.

    “A mulher infectada pela Chlamyda trachomatis durante a gestação está mais sujeita a partos prematuros e a abortos. Nos casos de transmissão vertical, na hora do parto, o recém-nascido corre o risco de desenvolver um tipo de conjuntivite e pneumonia”, disse o médico.

    De acordo com as informações do médico, não há vacina contra a clamídia e a única forma de prevenção é o sexo seguro com o uso de preservativos. O tratamento é feito com antibióticos específicos e deve incluir o tratamento do parceiro ou parceira para garantir a cura e evitar nova infecção.

     

    Flávia Albuquerque
    Repórter da Agência Brasil

     

     

  • Celular não causa câncer no cérebro, diz estudo

    Ilustração celular não causa câncer no cérebro

    O maior estudo sobre a influência ou não do celular nos casos de câncer no cérebro foi divulgado por pesquisadores liderados pelo Instituto de Cancer Epidemiology, em Copenhague.

    A pesquisa deles envolveu 358 mil usuários de celular com idade superior a 18 anos. A conclusão dos pesquisadores é que as taxas de risco de câncer no sistema nervoso central dos usuários de celulares é praticamente as mesmas dos não-usuários.

    Os cientistas estudaram toda a população dinamarquesa com mais de 30 anos e os nascidos na Dinamarca depois de 1925, através da coleta de informações sobre assinantes de telefones celulares nas operadoras e também nos registros de câncer nos hospitais.

    Foram analisados dados de 10.729 casos de tumores do sistema nervoso central, entre 1990 e 2007, segundo um relatório em bmj.com (o site on-line do British Medical Journal).

    Quando os números foram restritos a pessoas que usavam telefones celulares – 13 anos ou mais – as taxas de câncer eram quase a mesma dos que não usavam celulares.

    Saber que o uso de celular não causa câncer no cérebro é uma boa notícia para muita gente que já não consegue viver sem estes aparelhinhos tão úteis neste mundo tecnológico.

     

     

  • Brasileiros comem menos arroz e feijão e mais sal e açúcar

    Ilustração animada do arroz e feijãoA alimentação dos brasileiros está piorando, pois estão comendo menos arroz e feijão e aumentando o consumo de sal e açúcar. Além disso, comem mais carnes gordurosas e alimentos embutidos.

    Segundo a coordenadora de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Déborah Malta, durante uma entrevista para a Agência Brasil/Paula Laboissière, o problema de alimentos como salsichas e linguiças é o alto teor de sal, responsável por aumentar o risco de doenças cardiovasculares. A presença de elevados níveis de açúcar na dieta do brasileiro, segundo a coordenadora, também representa uma agravante – sobretudo quando associada a um baixo consumo de frutas e hortaliças. (mais…)

  • Os sete alimentos que você não deve dar ao seu cão

    Foto da cadela Florzinha - os sete alimentos que você não deve dar ao seu cão

    Criar um animal com amor inclui saber tudo sobre ele, incluindo seus sentimentos e preferências alimentares. Isso não significa que devemos dar tudo que nosso animal gosta de comer.

    Os cães, por exemplo, tendem a comer de tudo indiscriminadamente (eu tenho um que parece um aspirador de pó: ou lambe limpando a casa, ou me lambe). Existem, no entanto, alguns alimentos que os cães não devem comer de jeito nenhum, pois se comer podem ficar doentes e até morrer. Estes alimentos foram citados por Sérgio Parra em seu blog.

    1. Chocolate

    Chocolate contém teobromina, um alcaloide que é quimicamente similar à cafeína. O análogo quimicamente puro da teobromina é usado na medicina como diurético e estimulante do coração. (mais…)