Tag: Alimentação saudável

  • Dieta da “tele” pode evitar obesidade infantil e gordura em adultos

    Dieta da “tele” pode evitar obesidade infantil e gordura em adultos (Imagem: greekadman: http://www.flickr.com/photos/papazimouris/3183558876/)

    Um artigo publicado pela revista Archives of internal Medicine deixa claro que nem as dietas rigorosas nem os exercícios cansativos vão reduzir a obesidade infantil e gordura em adultos: reduzir o tempo diante da televisão pela metade poderia ser a solução para este problema que está afetando milhões de crianças, jovens e adultos.

    Estudos recentes comprovam que a televisão é um passatempo sedentário que consome menos calorias do que ler, escrever e falar ao telefone. Portanto, ficar menos tempo diante da tela da TV estimula a prática de outras atividades que requerem maior consumo de energia.

    A doutora Jennifer J. Otten que coordenou a equipe da Universidade de Vermont-Burlington (EUA) durante o estudo, disse que:

    “Pequenas mudanças de comportamento é o método mais eficaz, em longo prazo, para ajudar a tratar a epidemia de obesidade. Se tem estimado que combinar um maior gasto de calorias com uma diminuição de somente 100 calorias ao dia pode prevenir o ganho de peso, observado na maioria da população”.

    Os estudos realizados também com crianças demonstraram que cortar parte do tempo que as elas ficam diante da televisão, reduz bastante a quantidade de calorias que consomem e, portanto, diminui ou previne a obesidade infantil. A explicação é simples, quando estão assistindo televisão, as crianças comem mais e não gastam calorias.

    Enfim, trata-se do primeiro estudo mostrando que reduzir o tempo diante da televisão, pode ser usado como método para prevenir a obesidade infantil e em adultos.

  • O que os pais podem fazer para diminuir as chances de sua criança ficar obesa

    Muitos médicos e funcionários de saúde pública vêem o envolvimento dos pais como uma parte essencial para resolver a atual epidemia de obesidade na infância. No entanto, os pais devem utilizar a abordagem correta ao tentar combater a obesidade infantil de seus filhos. Práticas alimentares restritivas ou a proibição de determinados alimentos, pode não ser a melhor solução.

    O que os pais podem fazer para diminuir as chances de sua criança ficar obesa (foto: http://www.flickr.com/photos/ketren/4047292332/)

    Stephanie Anzman, MS, e Leann Birch, PhD, do Centro de Investigação Obesidade Infantil da Pennsylvania State University estudaram 197 meninas não-hispânicas de cor branca. Durante um período de 10 anos, coletaram (mais…)

  • Vida saudável pode vencer genética na luta contra obesidade, diz médico

    Cirurgião Orlando Pereira fala sobre obesidade mórbida, que cresceu 255% entre
    a população brasileira nas últimas quatro décadas – Foto: Wilson Dias/Abr

    Brasília – Apesar do fator genético ser a principal causa da obesidade, especialmente em seu grau mais elevado (obesidade mórbida), os hábitos saudáveis de vida, como alimentação pouco calórica e a prática de atividades físicas, são capazes de impedir a manifestação da doença.

    A avaliação é do cirurgião gastroenterologista, Orlando Faria, membro da Câmara Técnica de Cirurgia Bariátrica do Conselho Federal de Medicina (CFM). De acordo com ele, mais de 200 genes condicionam a obesidade, que pode se manifestar em diferentes fases da vida, como após o parto, no caso de mulheres que ganham muito peso com a maternidade, ou na puberdade.

    Segundo Faria, a importância da predisposição genética para o ganho de peso é variável entre as pessoas obesas e tende a ser mais significativa naquelas que atingem Índices de Massa Corporal (IMCs) muito altos e que têm histórico de sobrepeso desde a infância. Para elas, a herança genética pesa mais do que os fatores comportamentais, ambientais e emocionais que também estão envolvidos na doença, mas, mesmo nesses casos, é possível neutralizá-la adotando uma vida saudável desde cedo.

    “A obesidade tem um componente genético importante mas ele vai se manifestar mais ou menos dependendo do ambiente que a pessoa vive. Se for um meio ambiente de escassez de alimentos, mesmo que a pessoa tenha a predisposição para ganhar peso, ela (predisposição) não vai se manifestar, mas se a mesma pessoa for colocada num ambiente com excesso de oferta de alimentos, muito calóricos, sempre à mão, bastando abrir a porta de uma geladeira, e que não tiver de fazer muita atividade física para viver, certamente ela vai ganhar muito peso” afirmou.

    Para o médico, a condição genética favorável à obesidade, que pode ser observada por exemplo em pessoas de famílias com vários obesos, não significa uma predestinação à doença e sim um estímulo ainda maior para usar alimentos nutritivos e balanceados, além de evitar a vida sedentária. “Não é porque tem um componente genético que a pessoa tem de aceitar aquilo. Se tiver hábitos de vida saudáveis, essa parte genética não vai se manifestar”.

    Como exemplo da importância do meio, Faria citou o caso das mulheres negras americanas, um dos grupos com maior incidência de obesidade do mundo. Segundo ele, embora suas ancestrais tivessem a carga genética ligada à doença, não apresentavam o problema na África há centenas de anos, já que o ambiente de escassez e de esforço para obtenção do alimento não permitia. Nos Estados Unidos, no entanto, os traços genéticos foram somados a um ambiente favorável ao ganho de peso com excessos calóricos e o conforto da vida moderna.

    O médico explicou que a facilidade para ganhar peso é um mecanismo de defesa do organismo para se defender contra períodos de escassez de alimentos, já que sua única forma de armazenar energia é por meio do acúmulo de gordura. Ele destacou que, nos primórdios da humanidade, o mecanismo serviu para garantir a continuidade e a seleção natural da espécie, mas o ambiente natural vem tornando-o nocivo e isso precisa ser alterado.

    “Tem mais de 5 milhões de anos que os primeiros hominídeos apareceram na Terra e são 100 anos de revolução na agricultura e de oferta excessiva de alimentos. Ainda menos tempo, 30 anos, de alimentos mais calóricos ainda, maior facilidades de produção industrial e da vida moderna. São milhões de anos contra 30 anos em que ambiente se tornou ruim para esse armazenamento” afirmou. E acrescentou: “Na atual conjuntura médica, não temos como modificar a parte genética, mas podemos tornar os ambientes mais saudáveis. Essa é a única maneira de coibir essa epidemia de obesidade que está ocorrendo no mundo inteiro”.

    Adriana Brendler
    Repórter da Agência Brasil