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Salas de aula transformadas em palco provisório de grandes experimentos de ciências

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As 21 salas de aulas do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães foram transformadas em palco provisório de grandes experimentos de ciências. Depois de uma mobilização de mais de dois meses, os cerca de 2.200 alunos do colégio conseguiram traduzir em experimentos as teorias extraídas das aulas de física, química, biologia e matemática e expõem os resultados na II Mostra Científica do Cmlem, que teve início nesta segunda-feira e termina na quarta (23).

Com o tema O indivíduo, a Cultura e o Meio Ambiente, a mostra busca resgatar o pensamento científico por meio de experiências e pesquisas, validando as relações entre ciência, tecnologia e sociedade. Ao circular pela mostra, é possível perceber que os trabalhos refletem a interação entre diversas áreas do conhecimento, tornando o aprendizado mais interessante.

Aberta aos estudantes e à comunidade que vive no entorno do colégio, a mostra recebeu, nesta segunda-feira, a visita do secretário estadual da Educação, Adeum Sauer, que parabenizou a iniciativa e destacou a importância da ciência para o desenvolvimento social.

“A qualidade da educação depende muito das iniciativas da escola fora da sala de aula. Ao mobilizar os alunos, a unidade conseguiu motivar e potencializar o interesse deles pela área científica”, ressaltou o secretário Sauer.

Em cada sala, os estudantes demonstravam nos estandes a prática da teoria vista em sala de aula em quatro áreas do conhecimento – biologia, física, química e matemática. Cada grupo assumiu parte do conteúdo, possibilitando a abordagem de diversos assuntos.

De acordo com a coordenadora pedagógica do colégio, Cinara Novaes, o trabalho foi uma forma encontrada de familiarizar os alunos com o conhecimento científico. “A mostra reflete a interação de todas as áreas do conhecimento”, disse o diretor do colégio, Carlos Marques de Santana.

Células-tronco

Na parte da engenharia genética, os estudantes falaram sobre células-tronco. Para tornar a teoria mais compreensível, um grupo usou o feto de um caprino para demonstrar onde elas são encontradas e quais os benefícios que o seu uso traz para a ciência e, sobretudo, o ser humano.

Para aproximar a teoria da prática, a estudante do 3º ano, Aline Santos, 17 anos, foi com os demais integrantes do seu grupo à Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal da Bahia (Ufba) incrementar a pesquisa.

“Se a gente ficasse só falando do assunto, não despertaríamos tanto a atenção dos nossos colegas. Fomos buscar uma forma de abordagem diferente, onde fosse possível visualizar como funciona”, disse a estudante, enquanto manipulava o feto, mostrando o cordão umbilical e a placenta, locais de onde as células podem ser retiradas.

A estudante Alana Silva, 16, aproveitou a mostra para se aproximar mais de uma das disciplinas que tem mais dificuldade, a Física. Ao trabalhar com termoelétrica, ela pode conferir na prática como o funciona o princípio dessa área do com hecimento.

“A gente pode constatar que o tomate, a batata e o abacaxi produzem uma quantidade de energia maior do que uma pilha”, disse a aluna, enquanto testava a corrente elétrica contida nos alimentos. “Ao visualizar, a gente está provando que a teoria realmente funciona”, pontuou.

Os estudantes também pesquisaram sobre o uso de aditivos químicos no alimentos para melhorar a aparência e mantê-los por mais tempo, princípios da termodinâmica, como funciona a produção do álcool, as mudanças do estado físico da matéria, entre outros assuntos.

Com planos de prestar vestibular para Química, Raphael Felipe Oliveira, 17, cursando o 2ª ano, aproveitou a mostra para se aproximar ainda mais da disciplina. “São conhecimentos que irei usar no futuro”, disse o estudante, que se surpreendeu durante os trabalhos ao perceber que a fusão do gelo é realizada na temperatura de 100ºC e não em 0º C, como imaginava.

cas/is