Ciência já relaciona terremotos a aquecimento global

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Foto de casas destruídas por um terremoto
Terremoto – Foto Fox News Insider – Flickr CC

Achei estranha esta afirmação científica, dizendo que o terremoto é uma das consequências do aquecimento global. Talvez apenas eu, porque muitas pessoas já foram ridicularizadas, ao afirmar, antes dos cientistas, que mudanças climáticas provocam terremotos.

Recentemente, o pesquisador Giampiero Iaffaldano da Universidade Nacional da Austrália, trabalhando em conjunto com cientistas da Alemanha e da França, conseguiu fortes evidências de que as mudanças climáticas, ao longo de milhares de anos, podem girar as placas tectônicas e causar sismos.

Para fazer esta afirmação, eles colocaram no computador informações sobre como a estação de ventos fortes, marcada por chuvas, corroem as rochas do lado oriental, ao longo de milhares de anos, e são responsáveis pelo movimento anti-horário da placa.

O Dr. Lafaldano disse:

“O significado desta constatação situa-se no reconhecimento, pela primeira vez, que ao longo do tempo as mudanças climáticas têm o potencial de influenciar o movimento das placas tectônicas. E quando as placas se deslocam os terremotos acontecem”.

Segundo o cientista esta descoberta é muito importante porque ajudará a prever com mais exatidão possíveis sismos.

“A esse respeito, temos descoberto que a mudança climática poderia ser de fato um candidato possível, algo que não consideramos até agora. Este novo conhecimento deve ser usado para analisar o comportamento passado de placas tectônicas na crosta terrestre. Em última análise, buscamos compreender o que causou movimentos das placa tectônica e assim saberemos quais regiões estão mais propensos a terremotos de grande porte.”

Imagem de mapa com localização das placas tectônicas ligadas a terremoto
Movimento das placas tectônicas poderia ser consequência do aqecimento global

“Para este fim, devemos também considerar a história do clima dos últimos milhões de anos.” – concluiu o cientista.

Em minha opinião, independente dos cientistas terem descoberto que o terremoto é, entre outras causas, efeito do aquecimento global, é preciso que o mundo inteiro se una no sentido de conservar a natureza e os recursos naturais ou então, como disse Mikhail Gorbachev, um dia a Natureza poderá viver sem nós.

Comentários

3 respostas para “Ciência já relaciona terremotos a aquecimento global”

  1. Avatar de Jackson Rubem
    Jackson Rubem

    É interessante sua observação, Gilson. Estas lacunas que ficam no subsolo, após a retirada do petróleo, não é a mesma coisa das falhas geológicas que provocam o terremoto? Só que umas são provocadas pela natureza e as outras pelo homem.

  2. Avatar de gilson

    Eu acho sim que terremotos e erupções em vulcões tem muito haver com o aquecimento global,fico imaginando a terra como um ovo no microondas,se colocar e tentar abrir vai estourar,mas a terra tem seus escapes,como os vulcões!!!!!!E sobre a estração de petroleo,ninguem fala do vão que fica depois da extração,e qualquer abalo pode acarretar em um enorme terremoto!!!!

  3. Avatar de roosevelt s. fernandes

    QUE NÃO SEJA POR FALTA DE ALERTA

    A Comissão Mista – Deputados e Senadores – que trata do tema “Mudanças Climáticas” volta a seus trabalhos.

    Um bom momento para destacar – o que possivelmente os membros da Comissão já saibam, mas nunca é demais relembrar – que não basta focar soluções para o enfrentamento da crise ambiental que vem preocupando a todos, pelo menos os de bom senso.

    É importante destacar que nessa Comissão o Espírito Santo está muito bem representado na pessoa do Senador Ricardo Ferraço, que já deixou muito bem clara as suas preocupações com a temática ambiental, a quem já tive o cuidado de enviar este mesmo tipo de consideração.

    Mas, efetivamente, onde reside a nossa preocupação? Ela está na base de toda a discussão, ou seja, como assegurar sucesso às ações recomendadas pela Comissão se, tudo leva a crer, a sociedade – apesar de se dizer conscientizada pela problemática das Mudanças Climáticas, ainda não mostra convicção a respeito do que deve ser feito (em conjunto ou isoladamente) de modo a contribuir para a eficácia das ações sugeridas.

    Não são muitas as pesquisas nesse sentido – estamos falando de pesquisas que acoplada à avaliação do nível de envolvimento da sociedade com a temática, também pesquisa saber o que a sociedade efetivamente “percebe” de tudo que é falado a respeito – pois as que apenas evidenciam o envolvimento da sociedade não podem ser consideradas como resposta conclusiva do nível de envolvimento da sociedade com a solução desse grave problema ambiental.

    Deste modo, infelizmente, as coisas – na teoria – ficam resolvidas. Há, porém, um problema a ser resolvido na área prática: a sociedade está preparada para assumir a sua responsabilidade (que não será pouca) na solução do problema?

    Certamente, não estamos pensando em uma sociedade totalmente politizada no sentido de assumir a plenitude da discussão do processo das Mudanças Climáticas. Como pensar nesta utopia se até os “iniciados” nessa discussão ainda se vem diante de prós e contras. Obviamente, o que se tem como objetivo é uma sociedade minimamente informada (o necessário), em condições de entender “qual é o problema”, “as soluções pretendidas”, bem como “o ônus a ser pego pela sociedade no processo de implantação de tais soluções “. Parece um conhecimento mínimo, mas efetivamente, não é.

    A nosso ver, um dos grandes focos de atenção da Comissão Mista, independentemente dos muitos outros já conhecidos, deverá ser a discussão do nível de preparo (conscientização) da sociedade brasileira frente às ações que precisam ser implantadas.

    Se pretendermos contar com a sociedade para atuar “como exército”, iniciando pelos grandes centros urbanos, em relação a “Guerra das Mudanças Climáticas”, no mínimo este exército precisa conhecer bem o inimigo e estar motivado a entrar na guerra, sabendo do custo que isso trará a cada um dos envolvidos.

    Porém, é bom que se diga, a mudança de paradigma não é unicamente um desafio para os políticos da Comissão Mista, mas, sem dúvida, de toda a sociedade, inclusive aquele segmento que ainda pode ter dúvidas com relação ao Aquecimento Global (causa) e as Mudanças Climáticas (efeitos); neste caso, conservadoramente, vale a adoção do Princípio da Precaução.

    Faça contato com o político que você elegeu; explicite a sua preocupação com o problema; temos que fazer uma grande corrente – todos os segmentos da sociedade (quem tem o poder do voto e àqueles que têm a condição de uso desse poder) de modo a evitar surpresas previsíveis.

    Roosevelt S. Fernandes
    Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA
    roosevelt@ebrnet.com.br