Categoria: EduTec

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  • Sisu registra 6 mil inscrições por minuto

    Desde a abertura das inscrições à meia-noite de sexta-feira (6), o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) registrou, por minuto, uma média de 6 mil inscrições de estudantes interessados em disputar uma das 108 mil vagas em instituições públicas de ensino superior oferecidas para o primeiro semestre de 2012. A ferramenta criada pelo Ministério da Educação (MEC) usa os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para unificar o processo seletivo de universidades públicas.

    Nas 36 primeiras horas de funcionamento, o sistema registrou 1.669.504 inscrições de 862.752 alunos – cada estudante pode escolher até duas opções de curso. A expectativa do MEC é que o ritmo de inscrições supere o atual a partir de segunda-feira, primeiro dia útil de funcionamento do sistema desde que ele foi aberto ao público. O Rio de Janeiro é o estado com maior número de inscrições até o momento: 239 mil. Em seguida, vem Minas Gerais (184 mil), São Paulo (152 mil), Ceará (134 mil) e Rio Grande do Sul (109 mil).

    Os interessados podem se inscrever até 12 de fevereiro, exclusivamente pelo site do Sisu. É necessário informar o número de inscrição e senha de cadastro do Enem 2011. Ao acessar o sistema, o estudante deve escolher duas opções de curso, indicando a sua prioridade. Diariamente, o sistema divulga a nota de corte preliminar de cada curso com base na nota do Enem dos candidatos que pleiteiam as vagas. Durante esse período, o participante pode alterar essas opções se achar que tem mais chances de ser aprovado em outro curso ou instituição.

    O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de janeiro. Os estudantes aprovados deverão comparecer às instituições de ensino de 19 a 20 para fazer a matrícula. O participante que foi selecionado para a primeira opção de curso é retirado automaticamente do sistema e perde a vaga se não fizer a matrícula. Aqueles que forem selecionados para a segunda opção ou não atingirem a nota mínima em nenhum dos cursos escolhidos podem participar das chamadas subsequentes.

    A segunda chamada está prevista para 26 de janeiro, com matrículas nos dias 30 e 31. Caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizada para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.

    Amanda Cieglinski
    Repórter da Agência Brasil

  • Alunos conseguem da Justiça direito à revisão da nota do Enem

    Alguns estudantes entraram na Justiça Federal no Rio de Janeiro e conseguiram o direito de pedir revisão da nota que lhes foi dada na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011.

    Embora no edital da prova conste que a nota obtida na redação é definitiva, no início da semana um estudante de São Paulo discordou e conseguiu sair de zero (sua redação tinha sido anulada) para 880 pontos.

    Na opinião da juíza Márcia Maria de Barros, o edital do Enem fere os princípios do contraditório e da ampla defesa, por não prever o pedido de revisão da nota. “O fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação é evidente no caso em análise, ante a iminência de inscrição dos candidatos no Sisu”, diz a juíza, em sua decisão, referindo-se ao início do período para inscrição no Sistema de Seleção Unificada, à meia-noite do dia 6. O sistema oferece vagas em instituições públicas de ensino superior por meio da nota do Enem.

    Segundo o MEC a situação continua inalterada e a única nota revista por ação da Justiça foi a do estudante de São Paulo que teve a redação anulada.

  • Dia Mundial do Braile – cegos querem mais acesso ao sistema

    Foto do sistema braile
    Sistema Braile – Foto: williamnyk/Flickr CC

    Hoje (4) é o Dia Mundial do Braile, um sistema de leitura para cegos criado pelo francês Louis Braile, que ficou cego aos 3 anos de idade e que torna possível as pessoas com cegueira total ou parcial ler através do tato.

    O Braile foi inspirado em um sistema de leitura no escuro desenvolvido por Charles Barbier, para uso militar. Ao conhecer o sistema, o francês Louis Braille, que era cego, passou a utilizá-lo e logo depois o modificou, passando de um grupo de 12 pontos para um grupo de apenas 6 pontos, formado por duas colunas com três pontos cada. O agrupamento de seis pontos possibilita a constituição de 63 símbolos diferentes que servem para representar caracteres na literatura, na matemática, na informática e na música. O sistema foi inventado em 1825 e até hoje é utilizado em todo o mundo.

    O sistema Braille chegou ao Brasil no ano de 1850. A partir da década de 1940, passou a ser usado em livros.

    Apesar de já existir cardápios em restaurantes e embalagens de cosméticos e de remédios em braille, cegos ou pessoas com baixa visão ainda reclamam da dificuldade de encontrar informações adaptadas. “Os mercados não informam nada em braille sobre promoções [de mercadorias]. Não tem nada”, disse a vice-presidente da Associação Brasiliense de Deficientes Visuais (ABDV), Adriana Candeias, que é cega, para a Agência Brasil/Carolina Pimentel.

    “A gente não tem condições de saber o que está comprando, a validade. Algumas empresas já estão implantando, mas ainda falta muito”, acrescentou o diretor administrativo da associação, Paulo Luz, que também tem deficiência visual.

    A vice-presidente reforçou que o braille garante independência aos cegos. “A partir do momento em que é oferecido algo em braille, a pessoa com deficiência visual passa a ser independente. Ela sabe que pode ir ao estabelecimento sozinho e vai ter total acesso”, destacou Adriana Candeias.

    Os representantes da associação também alertaram para a demora de livros didáticos novos serem transformados para o braille. “Lançam um livro hoje, mas quando o cego vai ter acesso à obra, ela já está ultrapassada”, argumentou Paulo Luz.

    As editoras não são obrigadas a publicar em braille todas as obras lançadas. Quando recebe pedidos, o setor, geralmente, recorre a empresas especializadas e instituições não governamentais para fazer a conversão, segundo a coordenadora de Revisão Braille da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Regina Fátima de Oliveira

    Os livros falados têm sido usados para conseguir textos atualizados com rapidez. Desde 2009, o Ministério da Educação disponibiliza, de graça, um software que converte qualquer texto de computador em sonoro, com narração em português.

    Apesar dos benefícios da tecnologia, a coordenadora defende que o livro em braille é primordial nos primeiros anos escolares das crianças cegas. “Para que possa ter domínio da ortografia ou da simbologia da matemática, a criança precisa do livro físico, assim como é com as crianças que enxergam. A gente só lê quando toca”, explicou.

    O crescimento da utilização do audiolivro pode estar relacionado ao custo mais baixo em comparação ao de braille. Cada página de um texto comum equivale a até quatro páginas em braille, conforme a especialista.

    No Brasil, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e 6 milhões com baixa visão, segundo dados da fundação com base no Censo 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

  • 3 pillares do Plano Viver Bem: Educação, saúde e proteção social

    O Plano Nacional da Pessoa com Deficiência, que se tornou mais conhecido como Viver sem Limite, define quatro eixos de sustentação: acesso à educação, atenção à saúde, inclusão social e acessibilidade. Em cada um desses itens há vários temas inseridos e ordens claras de execução.

    O plano que foi criado em 17 de novembro de 2011, estabelece as 30 metas do governo da presidenta Dilma Rousseff para o setor até 2014, entre as quais melhorar a qualidade de vida de 45 milhões de pessoas no país, o plano se baseia em promover a integração e a articulação das ações nos três níveis de poder – federal, estadual e municipal, atuando conjuntamente os poderes federal, estadual e municipal. (mais…)

  • Último dia para escolas cadastrarem frequência escolar Bolsa família

    Termina à meia-noite de hoje (22) o prazo para que as escolas informem ao Ministério da Educação (MEC) a frequência escolar de crianças e adolescentes beneficiárias do Programa Bolsa Família. Segundo dados do último relatório parcial do programa, estados e municípios não prestaram informações sobre a situação de 59% dos alunos beneficiados pelo programa de distribuição de renda do governo federal, percentual que corresponde a 10,1 milhões de estudantes.

    O MEC acompanha a cada bimestre a frequência escolar dos beneficiários do Bolsa Família com idade entre 6 e 17 anos. De 2006 a 2008, foram alfabetizadas 940 mil pessoas com mais de 15 anos, inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais, das quais cerca de 650 mil também eram beneficiárias do Bolsa Família.

    Nos índices parciais apurados na primeira quinzena de dezembro, referentes aos meses de outubro e novembro, o estado do Ceará aparece na ponta, com o maior número de acompanhamentos: 51% dos alunos atendidos pelo programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Entre as regiões, a Sul lidera o monitoramento, também com 51% de registros de informações de frequência escolar de crianças e adolescentes.

    Além de monitorar a presença dos alunos na sala de aula, as prefeituras precisam acompanhar a saúde das famílias beneficiadas pelo programa. Informações sobre vacinação infantil e exames pré-natal de pessoas atendidas pelo Bolsa família devem ser atualizadas a cada seis meses no sistema do Ministério da Saúde. O prazo para esse registro termina em 13 de janeiro.

    Os beneficiários do Bolsa Família recebem entre R$ 32 e R$ 306, de acordo com a renda mensal per capita da família e o número de crianças e adolescentes com menos de 17 anos. Os valores representam, para os cofres públicos, um gasto mensal de R$ 1,5 bilhão para atender a 13,3 milhões de famílias (Agência Brasil).