Categoria: EduTec

Explore o mundo da educação e da tecnologia! Aqui você encontra dicas de estudo, ferramentas digitais, curiosidades científicas, notícias relacionadas a educação e muito mais para aprender de um jeito divertido e moderno.

  • Enem abre hoje inscrições para as provas de 3 e 4 de novembro

    Você já pode fazer sua inscrição a partir de hoje (28/11) para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e participar das provas que serão aplicadas nos dias 3 e 4 de novembro. O prazo de inscrição começa hoje às 10h e vai até 15 de junho. A inscrição só pode ser feita pela Internet.

    O governo conservou o mesmo valor de R$ 35 para a taxa de inscrição no Enem, dispensando do pagamento da taxa alunos que estão cursando o 3º ano do ensino médio em escola pública. O pagamento é feito através do boleto gerado no ato da inscrição.

    A importância do Enem aumentou Desde 2009, porque o exame passou a ser usado por instituições públicas de ensino superior como critério de seleção em substituição aos vestibulares tradicionais. Alem disso, o Enem é pré-requisito para quem quer participar de programas de acesso ao ensino superior e de financiamento público, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e as bolsas de estudo no exterior do Ciência sem Fronteira.

    Leia o edital com todos os detalhes.

  • Redação premiada pela UNESCO: Pátria Madrasta Vil

    Tema: Como vencer a pobreza e a desigualdade
    Por Clarice Zeitel Vianna Silva
    UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – RJ

     

    Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. . Exagero de escassez… Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

    Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

    O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.

    Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil.’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil,   está mais para madrasta vil.

    A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

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  • Um incêndio deu origem ao Dia Internacional da Mulher

    Incêndio
    Manhattan, New York City, U.S. – 25 de Março – 146 mulheres morreram neste prédio (Foto:Wikipedia)

    Hoje é 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

    A idealização do Dia Internacional da Mulher surgiu na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, época em que as mulheres foram incorporadas ao mercado de trabalho na indústria.

    As condições de trabalho insalubres e perigosas resultavam em contínuos protestos por parte das mulheres que foram se espalhando pelo mundo.

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  • Fórum Mundial de Educação discute a crise capitalista

    Matéria colaborativa – Ane Nunes – Comunicação FST2012

    O Salão de Eventos da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul recebeu nesta terça-feira, 24, mais de 300 pessoas para a abertura do Forum Mundial de Educação (FME), evento que integra a programação do Fórum Social Temático. Além dos representantes de movimentos ligados à educação de diversos estados brasileiros, participaram também educadores de Portugal, Peru, Chile, Bélgica, Espanha, Itália, África, Haiti, Uruguai, Bolívia e Argentina. Sob a coordenação de Leslie Campaner de Toledo a primeira atividade do FME contou com a participação de educadores ligados a atividades alternativas de educação.

    Sérgio Haddad, do movimento Ação Educativa (Brasil), abriu a primeira mesa de debates, cujo eixo central tratou da crise capitalista, suas causas, impactos e conseqüências para o mundo da educação. Haddad contextualizou a evolução histórica do sistema capitalista e destacou a importância de analisar com calma a crise e como os movimentos sociais que estão em constante organização tem ocupado papel importante no processo de identificação de soluções potenciais. Ele disse, ainda, que essa crise converge num momento muito particular e que seus reflexos ainda não chegaram aos países emergentes como Brasil, China, África do Sul e Índia porque esses povos estão buscando mecanismos econômicos que permitem sua colocação no mercado internacional. Entretanto, alguns sinais da crise já podem ser observados nesse cenário, como a onda de imigração de haitianos para o Brasil que está se formando devido à intensa redução da qualidade de vida no Haiti. “Sem serviços públicos adequados a distância de cada país é maior a cada ano e as diferenças entre os indivíduos também aumentam. A mídia internacional tem mostrado o aumento do número de pobres e de milionários, o que cria um espaço muito grande entre esses dois tipos de indivíduos. Além disso, com a qualidade e o nível de consumo que a população realiza hoje não há bens naturais suficientes de maneira sustentável”.

    Haddad criticou ainda o quanto o modelo capitalista tem criado também uma crise de natureza conceitual onde o valor das pessoas se dá pelo consumo e sua relação com o mercado, que por sua vez produz bens para satisfazer cada vez mais essa falsa necessidade. “O valor está naquilo que indivíduo tem, aquilo que ele usa, quanto ele tem no banco e não no que ele realmente é. Esse modelo está criando uma crise civilizatória”, completa.

    Haddad chamou a atenção também que o sistema capitalista é insustentável em relação à questão ambiental, social e econômica por se pautar na separação dos povos entre os países e entre indivíduos do mesmo país. Sobre o modelo de “esverdear”a economia, Haddad colocou que há um grande avanço no movimento que é válido, mas que a profundidade da crise exige que se pense em outro modelo com outros valores alternativos . “Ações individuais são importantes, mas as grandes corporações devem assumir suas responsabilidades sócio-ambientais. Não podemos nos satisfazer apenas com uma roupagem ambiental. Temos que trabalhar para que o ser humano e o ambiente existam em harmonia para um modelo realmente sustentável”.

    Nélida Cespedes (CEAAL, Perú), iniciou sua participação focando na preocupação que os educadores devem ter para não formarem apenas consumidores. Ela reforçou a idéia de que a crise civilizatória se expressa em todos os aspectos da vida, em todo o planeta e conseqüentemente será também percebida na educação. Nélida compartilhou experiências com o público e questionou “Que articulações estamos fazendo ou propondo no âmbito local ou nacional em termos de justiça, democracia e justiça ambiental?”. Além disso, comentou que são muitas perguntas e que devemos seguir formulando novas perguntas para que mais respostas surjam e cada vez mais se criem políticas que sustentem outra forma de educação. “Precisamos conjugar eu, tu e nós com um único sonho social e com a mesma intensidade”, destacou a educadora peruana.

    Finalizando a primeira mesa de debates a educadora das Filipinas Gigi Francisco, destacou que o modelo capitalista de educação que é baseado em acúmulo financeiro e contratos sociais voltados para o consumo está se quebrando em diversos lugares do mundo. O modelo de educação atual ainda está voltado apenas para a formação de indivíduos em áreas que contemplem essa necessidade de consumo e isso tem criado níveis intermediários de trabalho. “Outro modelo de educação que valorize mais cursos com questões mais humanas seria uma forma mais produtiva de formação”, ressaltou Gigi Francisco.

    O FME segue nesta quarta-feira, 25, com a mesa “Justiça ambiental: práticas educativaspara a construção de um outro mundo possível”. Confira a programação completa aqui .