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Bruxelas – Em meio às turbulências econômicas que sacodem a Europa e à falta de governo na Bélgica há um ano e nove meses, a Europalia 2011 tem dado visibilidade ao Brasil e atraído um público essencialmente belga, que busca conhecer a cultura brasileira além dos clichês samba e futebol.
A mostra brasileira na Europa envolve 600 eventos incluindo espetáculos de dança, música, palestras, literatura, exposições de artes plásticas, manifestações tradicionais, cinema e até circo. Na opinião de Kristine De Mulder, diretora do festival, a Europalia tem servido de escape, daí o sucesso de público. “Em períodos de crise as pessoas querem um escape e, de alguma forma, esquecer os problemas”, argumenta. A estimativa é que até janeiro de 2012, quando o evento se encerra, 18 mil pessoas tenham visitado alguma atividade da Europalia. (mais…)
O estilo afro refletido em penteados de diferentes gerações (Valter Campanato/ABr)
Daniella Jinkings Repórter da Agência Brasil
A expressão “orgulho de ser negro” foi abolida do vocabulário de muitas pessoas por medo do preconceito. Com o passar do tempo, porém, o resgate cultural fez com que os negros assumissem a “negritude” na maneira de ser. Cada vez mais difundida entre os jovens brasileiros, a cultura afro está presente no visual, nas preferência musicais, nos estudos e na religião.
Por influência da mãe, o motoboy Calleb Augusto do Nascimento, de 22 anos, começou a se engajar no movimento negro há quatro anos. O conhecimento do mundo afro fez com que o rapaz mudasse seu estilo e assumisse suas preferências musicais, no caso, o reggae. “Fiz o rasta [penteado característico dos apreciadores do reggae] para me diferenciar, quis mostrar meu estilo black. Se você for ver, 80% dos homens negros têm cabelo rapado. Eu sou o único entre os meus amigos [que tem esse visual]”. Para ele, o negro está conseguindo conquistar o seu espaço, pois está mais “desinibido para isso”.
Calleb Augusto do Nascimento , 22 anos, mudou o visual para se diferenciar. "Queria mostrar meu estilo black" (Renato Araújo/ABr)
Cada vez mais, os jovens estão se identificando com a cultura negra. Prova disso são os dados do Censo 2010, divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrando que os jovens brasileiros entre 15 e 24 anos se declaram pretos e pardos mais do que os adultos. De 34 milhões de jovens nessa faixa de idade, 18,5 milhões se autodeclararam pretos e pardos. Dentre os adultos, 54 milhões dos 107 milhões dessa faixa etária (25 a 59 anos) se disseram pretos ou pardos.
De acordo com o sociólogo e professor do Decanato de Extensão Universitária da Universidade de Brasília (UnB) Ivair Augusto Alves dos Santos, o movimento de resgate cultural negro começou na década de 1950. “Em 1970, a mudança foi física, ou seja, na aparência, com o movimento Black Power. Na década de 2000, a mudança é política e envolve o debate de ações afirmativas.”
Santos atribui esse movimento impulsionado pela juventude às transformações tecnológicas, uma vez que os jovens negros de hoje têm mais possibilidades. “Se compararmos as possibilidades, vemos que são maiores. Você tem grupos de música que conseguem atingir grandes massas, tem mais informações também.”
A cabeleireira Rosemeire de Oliveira, de 32 anos, aponta uma mudança de mentalidade no país, lembrando que, antigamente, ninguém falava sobre “o que é ser negro”. Ela trabalha em um salão afro de Brasília há 12 anos. A maioria dos clientes, segundo ela, são os jovens. “Teve uma época que ser negro era moda. Agora, os negros realmente estão se assumindo e aprendendo a se gostar mais.”
A trança de raiz é o penteado mais popular no salão de Rosemeire. embora também haja procura por alisamento. “Tem gente que alisa o cabelo porque gosta, mas tem outras que o fazem porque o trabalho impõe ou para se sentirem mais iguais às outras pessoas. Essas ainda não se assumiram”, disse a cabeleireira.
A estudante Brenda Araújo Soares (sentada) é cliente de Rosemeire de Oliveira (de pé) desde criança (Renato Araujo/Abr)
Cliente de Rosemeire desde criança, a estudante Brenda Araújo Soares Alexandrino de Souza, de 14 anos, usa tranças no cabelo desde os 3 anos. “Tinha cabelo volumoso e minha mãe fazia as tranças. Minhas amigas gostam, admiram e estão pensando em fazer.”
A adolescente, que faz aniversário hoje (20), Dia da Consciência Negra, acredita que as pessoas estão se identificando mais com a cultura. “Antigamente, não tinham coragem de se mostrar por causa do preconceito. Eu não tenho medo disso.”
O percussionista baiano Ubiratã Jesus do Nascimento, de 40 anos, conhecido como Biradjham, cresceu envolvido com a cultura negra. Há 25 anos trabalha com música e já tocou com bandas famosas da Bahia.
O percucionista Ubiratã Jesus do Nascimento, famoso pelo seu estilo musical afro, já trabalhou com diversas bandas famosas da Bahia (Renato Araújo / Abr)
Adepto do candomblé, Biradjham diz que os negros têm mais liberdade atualmente. “O movimento está mais forte. A mudança cultural vem de muito tempo, mas hoje tem mais força”.
Edição: Nádia Franco
A Secretaria Municipal de Cultura promove este ano mais de 100 atrações literárias na campanha Paixão de Ler.
Já em sua 19ª edição, a campanha deste ano que começará entre os dias 4 e 11 de novembro, com programação gratuita e atrações em vários bairros, com o objetivo principal de incentivar o acesso da população aos livros, às bibliotecas e outros espaços ligados a literatura.
O Rio de Janeiro recebe homenagem este ano através do tema é Crônicas do Rio que tem como proposta debater o papel do gênero crônica nos dias de hoje:
“A crônica é um gênero que nasceu e cresceu no Rio de Janeiro, contribuindo para a sua construção simbólica”, diz a coordenadora de Livro e Leitura da secretaria, Leda Fonseca, organizadora da campanha. Segundo Leda, o evento procura enfatizar a importância da leitura como instrumento de formação do cidadão. “Queremos fortalecer o sonho de um Rio literário.”
A abertura ocorrerá na próxima sexta-feira (4), às 19h, no Auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional, no centro do Rio, com uma palestra dos cronistas Zuenir Ventura e Antonio Prata, mediada pelo escritor e professor Paulo Roberto Pires.
A arte tem um poder imenso sobre as pessoas, despertando sensações, lembranças e até fortes emoções como é o caso da escultura de um cadáver tão semelhante ao artista e dissidente chinês Ai Weiwei que confundiu muitas pessoas.
A polícia chegou a ser chamada algumas vezes, quando algumas pessoas na cidade germânica de Bad Erms, viram a escultura no Palacio Balmoral, e pensaram que estava acontecendo a profanação de um cadáver.
Segundo Peter Steger, da polícia de Bad Sem, a polícia foi chamada algumas vezes por várias pessoas preocupadas com a exposição de um cadáver vestido de terno, deitado no chão, com o rosto para baixo.
Direitos humanos
Segundo Anne-Kathrin Auel, portavoz do Palacio Balmoral, a artista He Xiangyu, autora da escultura intitulada “A morte de Marat” pretende honrar de forma irônica o compromisso com os Direitos Humanos de seu colega Ai Weiwei, considerado como a pessoa mais influente no mundo da arte, na lista anualmente elaborada pela revista britânica Art Review.
Um manuscrito com mais de 250 anos, pertencente a uma coleção privada, escrito com uma caligrafia muito clara, onde se nota caracteres romanos, gregos e símbolos desconhecidos, foi decifrado por uma equipe de cientistas suecos e dos EUA com a ajuda do Google Translate.
A mensagem secreta que tem cerca de 75.000 caracteres escritos em 105 páginas amareladas, conhecida como Cópia Cifrada, encontra-se na Academia de Berlim Oriental, desde a Guerra fria. (mais…)
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